Joaquim Barbosa: O Brasil é o país dos conchavos

Um homem tímido. Muito diferente no Ministro truculento que vemos nas sessões do Supremo Tribunal Federal. Mesmo diante do familiar Roberto D’Ávila, Joaquim Barbosa aparentava uma estranha insegurança, especialmente no começo da conversa quando o assunto era se concorreria às eleições neste ano.

Joaquim responde a essa pergunta de forma muito direta: não será candidato em 2014, embora não afaste a possibilidade de concorrer a um cargo eletivo no futuro. Deixou claro que vontade não lhe falta. Só não é o momento apropriado.
A conversa passa rapidamente pela sua biografia e Joca (como lhe chama o ministro Ayres Britto) fala que desde pequeno foi um garoto tinhoso. Crescido no interior de Minas, o caminho natural seria completar dos estudos em BH. Mas seguiu para Brasília justamente para contrariar o pai.
As frequentes dores nas costas os obrigam a levantar e, de pé, Joaquim já não parece em nada a figura encabulada do começo da entrevista.
Temperamento. D’Ávila lembra que quando o STF era presidido por Ellen Gracie – sua ex-namorada, o jornalista Jânio de Freitas dizia que as sessões do Supremo eram leves e elegantes, à imagem e semelhança se sua presidente. Agora os trabalhos corriam de forma mais tensa, talvez até desagradáveis.
Barbosa retrucou. Disse que seus momentos de irritação na Corte acontecem quando percebe que as pessoas estão escolhendo palavras para mascarar ilegalidades. E que isso inclui seus colegas ministros.
Mensalão. Sobre o julgamento da Ação Penal 470, JB acredita que raramente tomou decisões unilaterais, que sempre que pode levou as questões ao plenário. A seu ver, o processo foi excessivamente politizado, em grande medida, em razão da repercussão dada pela imprensa. E que as penas foram excessivamente brandas, se compararmos processos em que se julgam “pessoas comuns”.
A entrevista marcou a estreia de Roberto D’Ávila na GloboNews e pode ser assistida na íntegra aqui.
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3 comentários sobre “Joaquim Barbosa: O Brasil é o país dos conchavos

  1. Antonio Jinkings

    Sempre patético, o narcista e midiático JB! Manipula as provas, para justificar a sentença que já estava pronta desde sempre. Desrespeitoso e deselegante, no mínimo, com seus pares, não admite que alguém possa pensar diferente dele.
    Não é digno do cargo.

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